MAGLEV

Maglev Cobra é destaque no G1

Mais uma vez o Maglev Cobra apareceu com destaque no portal de notícias G1. Dessa vez com direito a video e tudo.

Um trem que levita sobre trilhos, movido a energia elétrica e capaz de ser instalado até sobre passarelas de pedestres. O que para muitos parece ficção científica vem se tornando realidade no Laboratório de Aplicações de Supercondutores (Lasup), da Coppe.

O projeto, desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), foi iniciado há dez anos e ganhou agora um protótipo do vagão em tamanho real. O próximo passo é a construção de uma linha de testes ligando dois prédios da cidade universitária, até o fim de 2010.

“Não existe no mundo nenhum sistema desse operando em escala real, com a nossa tecnologia. Nós seremos os primeiros”, explica o professor Richard Stephan, coordenador do projeto, para quem o futuro do transporte público será sem rodas.

Confira a matéria na íntegra no G1

Acidente com bondes-VLT acaba em morte no Rio

Hoje surgiu nos jornais uma matéria sobre um acidente envolvendo um ônibus, um táxi e os bondes de Santa Tereza, na cidade do Rio de Janeiro, que usama tecnologia VLT – vendida como uma grande solução mágica para problemas de transportes em todo o mundo.

O problema teria se originado no sistema de frieos do Bonde-VLT, que desceu a ladeira sem conseguir frear. Pessoas pularam do veículo e acabaram esmagadas entre os demais veículos. A tragédia acabou em uma morte e duas pessoas feridas. A associação de Moradores de Santa Tereza informou que este já é o segundo acidente envolvendo os bondes VLT em seis meses. Segundo o diretor de engenharia de transporte da Secretaria estadual de Transportes, felipe Torpediano, o acidente foi uma casualidade de um sistema de transporte chancelado no mundo:

“A gente não está inventando um sistema. Ele foi chancelado no mundo todo pelos maiores fabricantes ferroviários. Estamos tendo problemas operacionais, de tráfego. A preocupação é permanente porque a operação em Santa Teresa é complicada. Temos que provocar um encontro com urgência entre os administradores regionais para pensar em soluções para esse problema.”

Quem não compartilha da mesma opinião é Jussara Braga, vice-presidente da Associação de moradores do bairro:

“Esse sistema de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) não funciona em Santa Teresa pela sinuosidade das ruas. Os bondes precisam melhorar o sistema de frenagem.”

Leia mais sobre os bondes com tecnologia VLT na matéria do Jornal O Globo.

O Incrível trem flutuante

Aqui está uma matéria sobre o Maglev Cobra modelo 01, que saiu no portal Terra:

O incrível trem flutuante
Redação Terra

Pode parecer coisa de filme de ficção, mas é o mais novo e revolucionário projeto do Instituto Nacional de Tecnologia (INT), no Rio de Janeiro. Engenheiros e projetistas do INT já começaram a trabalhar na fabricação do primeiro protótipo de trem urbano de levitação magnética. Batizado de Maglev Cobra, ele foi concebido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Aos especialistas do INT coube desenhar o trem e montar a carroceria desse revolucionário e ecologicamente correto meio de transporte do futuro próximo

O trem se locomoverá “flutuando” sobre os trilhos, num sistema semelhante ao que acontece quando tentamos aproximar as extremidades opostas de dois ímãs: elas se repelem. A propulsão do Maglev, que terá capacidade para 28 passageiros, será feita por meio de forças magnéticas atrativas e repulsivas, ativadas por supercondutores. O moderníssimo trem flutuante viajará a uma velocidade máxima de 30 Km/h. Pode parecer pouco, mas é um belíssimo início para um projeto tão ousado.

Os primeiros testes com o Maglev serão feitos num percurso de cerca de 130 metros, no campus da UFRJ na Ilha do Fundão e devem acontecer a partir de março do ano que vem, quando ficará pronto o primeiro protótipo do trem. A carroceria do Maglev, de acordo com o desenhista industrial Álvaro Guimarães, responsável pelo projeto, será feita de fibra de vidro e resina de poliéster, o que torna o trem muito mais leve que um convencional.

Além disso, o projeto tem a grande vantagem de não poluir o ambiente, já que o “combustível” é apenas o magnetismo. Outro ponto a favor do Maglev é que ele pode utilizar linhas já existentes de trens convencionais e também de metrôs. Após os primeiros testes, os responsáveis pelo projeto pretendem fazer novos experimentos num circuito bem maior, num total de 4 Km. E o Governo do Estado do Rio de Janeiro já anunciou que, se tudo correr bem, construirá uma via para o trem flutuante, ligando os aeroportos Santos Dumont e Tom Jobim, e com o trem viajando a até 70 Km/h.

Fonte

Reitor da UFRJ repudia o projeto do “trem bala” Rio-SP

Em recente artigo destinado à imprensa, o atual magnífico reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro repudiou o projeto do trem bala Rio-São Paulo, que custou ao bolso do contribuinte cerca de dois milhões de dólares, e saiu cheio de pontos altamente questionáveis.

Confira a carta do Reitor na íntegra:

A UFRJ E O TREM BALA

Aloisio Teixeira*

A Universidade Federal do Rio de Janeiro recebeu, surpresa, a notícia da Consulta Pública promovida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), destinada a “divulgar a documentação pertinente e colher sugestões sobre o projeto de implantação do Trem de Alta Velocidade – TAV, para o transporte de passageiros entre as cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas.”

A surpresa se deve ao fato de que um projeto de tal magnitude, com custos elevados e grandes impactos sobre as áreas direta e indiretamente afetadas, do ponto de vista ambiental, econômico e social, seja colocado em discussão com um prazo tão curto (24 de julho a 17 de agosto), informações insuficientes e sem que instituições, grupos sociais, comunidades e demais agentes públicos e privados interessados tenham possibilidade de tomar adequado conhecimento da questão.

Ainda mais surpreendente é saber que o traçado pretendido atravessa a Cidade Universitária da UFRJ, território onde se exerce a autonomia universitária assegurada pela Constituição Federal. A autonomia, expressão contemporânea da tradição que, desde os primórdios da instituição, é um requisito fundamental para o desenvolvimento da educação superior, consiste em direito ao autogoverno, inclusive em questões relacionadas à ocupação, uso e acesso ao território universitário.

Tal fato ganha maior gravidade por se dar em um momento em que a Universidade está elaborando seu Plano Diretor UFRJ 2020 — na verdade um ambicioso projeto de desenvolvimento da Cidade Universitária, que enfatiza sua integração à Cidade do Rio de Janeiro e aponta para a necessidade de uma ampliação expressiva das redes de transporte público para atender a uma população estimada em mais de 120.000 pessoas que circularão por essa região até 2020. O Plano Diretor é parte de um conjunto mais amplo de projetos que integram o Plano de Reestruturação e Expansão da UFRJ, aprovado pelo Conselho Universitário em outubro de 2007 e homologado pelo Ministério da Educação.

Vale destacar que uma das recomendações ali contidas diz respeito exatamente à garantia da integridade e inalienabilidade do patrimônio fundiário da Universidade. A razão para essa recomendação é que a finalidade primordial do patrimônio da Universidade Federal do Rio de Janeiro é a de servir única e exclusivamente ao fim para o qual foi destinado, isto é, ao desenvolvimento do ensino, da pesquisa e da extensão universitária.
Há uma razão adicional que aumenta nossa preocupação: o Edital desconhece a importância e a qualidade dos conhecimentos científicos e tecnológicos produzidos no país, omitindo inteiramente qualquer requisito que venha a associar o projeto ao desenvolvimento nacional.

Por essas razões, o Conselho Universitário da UFRJ aprovou em recente reunião uma moção de protesto contra os procedimentos adotados, a ausência de informação qualificada e os prazos irrisórios da Consulta Pública. Manifestou ademais sua oposição à utilização da Cidade Universitária, que não foi sequer consultada, como via de passagem para o trem de alta velocidade, através de terrenos de propriedade da UFRJ e nos quais a Universidade exerce sua plena autonomia constitucional.

A UFRJ está plenamente consciente de que a questão do transporte público integra o painel de problemas que exigem soluções eficientes e modernas. A UFRJ está capacitada a ajudar na busca das soluções. Exatamente por isso, e em defesa de sua função social e de seu estatuto, desautoriza qualquer intervenção no território da Cidade Universitária, à sua revelia, e apela à sociedade em geral e às autoridades governamentais direta ou indiretamente envolvidas com o processo decisório referente ao Projeto do TAV que ampliem os prazos de discussão pública e permitam que as decisões sejam tomadas não em gabinetes fechados mas com ampla consulta aos interesses da sociedade e da população.

* Reitor da UFRJ.

Maglev Cobra no Jornal do Brasil

Saiu uma interessante matéria sobre nosso veículo no Jornal do Brasil.

Disponibilizamos o scan para quem quiser ler em formato PDF.

Baixe aqui.

O transporte na era da levitação

(Fernanda Prates)
RIO DE JANEIRO – Veículo desenvolvido pela Coppe flutuará sobre trilhos sem poluir e gastando menos energia.
Uma solução pioneira e potencialmente revolucionária para o problema na área de transportes urbanos está sendo pensada, pesquisada e produzida no Rio de Janeiro. Trata-se do MagLev-Cobra, um protótipo de veículo urbano desenvolvido pela Coppe-UFRJ que, funcionando a partir de levitação magnética, promete ser mais econômico,sustentável e eficiente do que qualquer outro.
Sem trilhos ou rodas, o MagLev (contração das palavras “magnetic” e “levitation”) se move a partir de atraçãomagnética, literalmente “levitando”, ao contrário de metrôs e trens convencionais.
Além de ser projetado para fazer curvas mais fechadas e subidas mais íngremes (graças à falta de atrito), o MagLev-Cobra não emitirá gases poluentes, terá um custo de implantação três vezes menor do que o do metrô, e será pouco barulhento. E, também importante, exigirá uma quantidade de energia mínima para se manter funcionando.
O trem funcionará com ímãs instalados ao longo dos trilhos e pastilhas supercondutoras que substituem as rodas – que, resfriadas com nitrogênio líquido, criam uma força de repulsão entre as superfícies. O resultado é a flutuação.
Esse comportamento é chamado de “diamagnetismo” e, graças a ele, o MagLev precisa de uma energia quase nula para se manter em movimento. Como propulsor, o trem utilizará um motor elétrico linear que, segundo os pesquisadores da Coppe, é ideal para um veículo sem superfície de contato.
Como utilizará energia elétrica e nitrogênio, ambos não poluentes, será ambientalmente correto.
Segundo Richard Stephan, professor da Coppe e coordenador do projeto, apesar da levitação magnética ter sido explorada em outros países, como a Alemanha, o Japão e a China, nenhum dos outros veículos aproveita as propriedades diamagnéticas dos supercondutores e, por isso, exigem mais energia para funcionar, tornando-se ineficientes para o uso a curtas distâncias e baixas velocidades.
Já o Cobra, por outro lado, garantem os pesquisadores, é perfeito para se adequar à cidade, pois, além da vantagem energética, é composto de pequenos módulos que permitem seu ajuste a diferentes circuitos. Além disso, também pode acompanhar vias urbanas já existentes, reduzindo o custo com instalação e impactos urbanísticos maiores.
O projeto, que vem sendo desenvolvido na Coppe há cerca de 10 anos, já provou seu funcionamento em escala reduzida e deve ser implantado em escala real até o final de 2010. Nas etapas iniciais, ele funcionará dentro do Fundão, o campus da UFRJ. Depois, a proposta é que ele faça uma conexão entre os aeroportos Tom Jobim e Santos Dumont e o metrô da Cinelândia.
– A única dificuldade de fato é que estamos trabalhando com uma tecnologia nova, ainda em construção. Mas vamos mostrar que o MagLev não é “brincadeira”, e ainda é silencioso, menos poluente e economicamente vantajoso.

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