MagLev Cobra é destaque no site Inovação Tecnológica
O site Inovação Tecnológica divulgou a notícia do início dos processos de construção do MagLev Cobra 01, que fará a ligação entre os prédios 1 e 2 no Centro de Tecnologia, na Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro:
O Instituto Nacional de Tecnologia, no Rio de Janeiro, iniciou o processo de fabricação do primeiro protótipo do trem urbano de levitação magnética, o Maglev Cobra, um projeto concebido pelo Coppe/UFRJ. O trabalho do INT consiste em desenhar e construir o protótipo final da carroceria.
Trilhos supercondutoresO projeto-piloto do veículo é gerenciado pelo Laboratório de Aplicações de Supercondutores da Coppe e prevê sua instalação em um percurso experimental de 130 metros, no campus do Fundão da UFRJ.
O Maglev é propulsionado por forças magnéticas atrativas e repulsivas, ativadas através de supercondutores. Com quatro módulos autopropulsores, o veículo terá capacidade total para 28 pessoas e flutuará a uma velocidade máxima de 30 km/h.
Via expressa com trem magnético
O desenhista industrial Álvaro Guimarães, responsável pelo projeto, explica que a carroceria desta versão-piloto será feita em compósito de fibra de vidro e resina de poliéster. O primeiro protótipo deverá estar pronto em Março de 2010, quando será levado para os primeiros testes na Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro.
A fase seguinte será a ampliação do trajeto dentro da universidade, com um percurso de quatro quilômetros. Depois dos testes, o governo do Estado do Rio de Janeiro planeja construir uma via expressa ligando os aeroportos Antonio Carlos Jobim e Santos Dumont utilizando o trem magnético.
Trem sempre levitando
Além da vantagem de não poluir o ambiente, o veículo poderá aproveitar trajetos de vias-férreas e do metrô já construídas, aproveitando o espaço entre os trilhos. Alguns países como China e Coreia já utilizam tecnologias semelhantes, mas são trens para grandes distâncias e só levitam quando atingem altas velocidades.
A tecnologia que está sendo desenvolvida para o Maglev Cobra é especificamente para o transporte urbano, podendo trafegar até 70 km/h com um diferencial de estar sempre levitando, seja parado ou em movimento.
Para saber mais sobre o projeto do Maglev Cobra, veja Brasil está desenvolvendo trem que levita sobre trilhos magnéticos.
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Um comentário em “MagLev Cobra é destaque no site Inovação Tecnológica”
Tem algo a dizer?


A implantação do Trem de Alta Velocidade (TAV) ou Trem bala, entre o Rio de Janeiro e Campinas-SP custará cerca de R$ 70 milhões/km contra R$ 2 milhões/km do trem convencional, ou seja daria para construir cerca de 17.000 km deste contra 510 km do trem bala . Se combinarmos a implantação do trem convencional com a revitalização da malha existente a extensão seria maior beneficiando outros estados.
A malha ferroviária mundial tem mais de 1.000.000 km de trens convencionais contra um pouco mais de 8.000 km dos trens de alta velocidade, concentrados em 9 países de alta renda per capita (Japão, Taiwan, Coréia do Sul, França, Alemanha, Itália, Espanha, Bélgica e Inglaterra). Não temos tecnologia para fabricar as composições do trem bala, mas certamente com investimentos modestos em desenvolvimento, fabricaremos as convencionais, movimentando toda a indústria brasileira.
Os trens de alta velocidade, atingem mais de 250 km/hora, e abaixo disto, são os considerados trens convencionais. Por que não começar com um trem convencional a 200km/hora com o devido tempo desenvolveremos tecnologia para trem de alta velocidade (MAGLEV COBRA)? obras deste tipo podem resultar em fracassos como o túnel sob o canal da Mancha, cuja receita não paga os juros de financiamento e o governo tem que arcar com a diferença, todo o cuidado é pouco, pois não somos ricos.
Todas as cidades envolvidas no empreendimento serão ouvidas pelo consórcio responsável pela licitação, mas não foi apresentado nenhum plano alternativo com o trem convencional.
Temos que investir em Transporte Multimodal, pois o Brasil é de extensão continental e não entrar numa aventura faraônica que é o trem-bala.
Fontes utilizadas:
1) Estudo disponível no site do BNDES: “Trens de Alta Velocidade: Experiência Internacional” de Sander Magalhães Lacerda,
2) Matéria de 3 páginas do Estado de São Paulo no dia 23/08/09 sobre o trem bala (Cidades, C1, C4 e C5) que aponta sérios danos ambientais, desapropriações de áreas residenciais e industriais: serão 312 km de superfície, 108 km de pontes e 91 km de túneis,
3) Artigo “A quem interessa o trem bala mesmo?” de Creso de Franco Peixoto – Engenheiro Civil, mestre em Transportes e professor de Engenharia Civil do Centro Universitário da FEI – Fundação Educacional Inaciana:
4) Maglev Cobra : //www.maglevcobra.com.br
Antônio Carlos de Castro
Engenheiro
Campinas-SP